quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pensa que acabou?

Escola boa é aquela em que todos aprendem

A partir de setembro, o Canal Futura (da Fundação Roberto Marinho) e a Fundação Victor Civita (FVC) responsável pela publicação da revista Escola , colocarão no ar dez programas sobre a educação no Brasil. O objetivo é discutir os grandes problemas dessa área, rompendo com alguns "chavões" que são apontados como causas da baixa qualidade do ensino, como por exemplo o de que as crianças pobres, que agora estão quase todas na escola, são mal nutridas ou pertencem a famílias que não valorizam a educação formal. "Se nossas crianças não conseguem aprender é porque existe algo errado com o ensino que elas estão recebendo", alerta Guiomar Namo de Mello, diretora executiva da FVC e autora do documento Os Dez Maiores Problemas da Educação Básica no Brasil (e Suas Possíveis Soluções), no qual a série de TV será baseada. 

Para os produtores do programa, é preciso desmitificar esse discurso e mostrar ao público em geral como a cultura escolar elitista, uma gestão ineficaz e os interesses corporativos de diversas áreas são fatores que dificultam um salto qualitativo na educação escolar brasileira. Tudo isso sem deixar de abordar os possíveis caminhos para atingir essa meta. Nesta entrevista, Guiomar faz uma prévia das questões que serão tratadas na série de programas e afirma que informar a sociedade é um passo importante. 

O que se pode esperar quando fundações ligadas às duas principais empresas de comunicação do país se unem para falar sobre educação? 

A população em geral tem informação fragmentada e pontual sobre educação. Por isso, juntamos o potencial das duas instituições no conteúdo informativo e no poder de divulgação para discutir o tema de forma abrangente. Essa união dá um recado para todos: cada um de nós, pessoa física ou jurídica, deveria deixar seus interesses particulares de lado e tomar a iniciativa, dentro de sua área de atuação, de discutir a educação no Brasil. 

Quais são os grandes problemas da educação brasileira? 

Fomos buscar nas causas estruturais e históricas os obstáculos que impedem nossos alunos de aprender. Temos de começar falando de uma cultura escolar elitista, herança do tempo do Império, e da falta de visão estratégica por parte do governo. Junte-se a isso uma gestão pública ineficiente, em que por mais de um século o governo federal não se articulou com estados e municípios para implementar as políticas e os legislativos, em geral, não exerceram seu papel fiscalizador. A sociedade, por sua vez, em grande parte por causa do aligeiramento com que a mídia trata a questão, é mal informada e tende a confundir aparência com essência. Temos ainda os interesses corporativistas, a estrutura precária de formação do educador, o mito das "causas nobres" como o Ensino Fundamental de nove anos e a educação em tempo integral que às vezes aparecem como possíveis soluções. A qualidade ainda é confundida com um ensino de elite, o que só colabora para a nossa educação ficar fora de sintonia com o século 21. 

O que é uma escola de qualidade? 

É aquela na qual todos entram e todos aprendem. Escolhemos justamente esse tema para abrir a série na televisão porque ainda hoje se acredita que escola boa é a aquela que "puxa" e reprova, uma escola de minoria, na qual o processo de adquirir informação é mais importante do que o de constituir sentidos. No tempo em que a escola era de poucos, as crianças que a freqüentavam construíam significados em outros lugares. Elas pertenciam a famílias escolarizadas e dominavam as chaves para formar os conhecimentos. A escola pública foi programada para esse tipo de aluno. Quando começou a receber quem não tinha essa bagagem, ela entrou em crise. Apesar do empenho e da dedicação de muitos professores, os grandes números indicam infelizmente que a escola pública brasileira foi desenhada para quem já sabe, não para quem não sabe e precisa dela para aprender. 

Qual é a chave que facilita a construção de conhecimentos? 

É basicamente a linguagem. A mãe educada desde muito cedo mantém com o filho uma conversa articulada segundo o código culto da linguagem. A família mora em uma casa com livros, onde o jornal chega diariamente. Tudo isso é fundamental no desenvolvimento lingüístico. Os alunos que entraram na escola pública durante a expansão ocorrida nas duas últimas décadas do século passado vêm de outro universo simbólico, de outro tipo de socialização primária. O grande desafio da escola tem sido trabalhar com eles. Então se diz que são as crianças que têm problemas, quando o problema de fato é a escola que não sabe ensiná-las. É preciso saber ensinar a todos, partindo de pontos diversos. Isso é o significado mais nobre do termo "respeito à diversidade". 

Como deveria ser o ensino do professor para atender a diversidade? 

Teria de ser uma formação que preparasse o professor para dar respostas diferentes, dependendo da realidade da criança e de suas necessidades. Ele precisa saber fazer a transposição didática dos conhecimentos universais que serão ensinados em sala de aula, transformando-os em conhecimentos significativos para os alunos, quaisquer que sejam suas origens e condições socioeconômicas. Enquanto a escola era de minoria, o professor enfrentava melhor as situações, já que a demanda era mais homogênea. Hoje a formação é absolutamente insuficiente para dar ao professor um repertório diversificado de recursos e de metodologias que ele possa dominar, adaptar e improvisar, para serem utilizados com diferentes crianças, em diferentes momentos.

Como deveria ser o currículo para formar professores competentes? 

Ninguém ensina o que não aprendeu. Por isso o curso de formação precisa dar peso grande ao conteúdo que vai ser ensinado. O problema não é novo. O professor de 1ª a 4ª série era formado apenas no normal de nível médio. Ao se perceber que a formação desse professor estava deficitária, decidiu-se exigir dele curso superior. Mas onde encaixar o professor polivalente em uma universidade que é organizada por disciplinas, por departamentos? Por exclusão, essa formação foi atribuída aos cursos de pedagogia. Mas nesses cursos não existem estudos dos conteúdos a serem ensinados. Lá se aprende História e Psicologia da Educação, Planejamento Educacional, mas não os níveis mais elevados da Matemática, a Língua Portuguesa ou as Ciências que as crianças precisam aprender. 

O professor de 5ª a 8ª série é melhor preparado do que o de 1ª a 4ª por dominar os conteúdos especializados? 

Também não. Esse professor fez o Ensino Médio que provavelmente não foi o magistério e decidiu fazer faculdade de matemática, por exemplo. Lá ele aprendeu muito bem cálculo diferencial e outras coisas complicadas. Mesmo freqüentando algumas disciplinas na faculdade de educação, para obter a licenciatura, ele continuou sem aprender o que precisa saber para ensinar matemática para a garotada de 12 anos que mora na periferia de grandes cidades ou em áreas rurais. 

Qual é a saída para a formação do professor? 

Ter uma instituição de ensino superior dedicada exclusivamente à formação de professores, os Institutos Superiores de Educação (ISEs), velho sonho de Darcy Ribeiro, que foram criados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Essas instituições não devem ter as fragmentações disciplinares que ocorrem na universidade. São obrigatoriamente multidisciplinares. Mas só isso não basta. É indispensável municiar o professor com orientações didáticas para o trabalho em sala de aula, que sugiram planos e seqüências didáticas, que apontem boas práticas e exemplifiquem com a experiência de quem já fez e deu certo. Esse processo é parte importante da educação continuada e deveria ocorrer cotidianamente, no chão da sala de aula. 

Como garantir que a capacitação inicial dos educadores seja eficaz? 

Além de ser feita nos ISEs, essa formação precisa estar acoplada a um sistema de certificação. Exames desse tipo deveriam ser exigidos para entrar e progredir na carreira, com bolsas de auxílio para aperfeiçoamento dos que não conseguissem desempenho satisfatório ou estímulo salarial para os que fossem bem-sucedidos nesses exames. Por outro lado, deveria haver apoio financeiro aos alunos que fazem cursos de magistério: o governo pagaria os cursos para quem precisasse fazê-los em escolas privadas que comprovassem a sua qualidade. Hoje os alunos, em geral mais pobres, pagam o curso de formação superior e os sistemas públicos de ensino os empregam mesmo que a formação tenha sido de má qualidade. Um sistema do tipo ISO 9000 deveria ser instituído para as escolas privadas. As que fossem certificadas seriam habilitadas a receber alunos subsidiados pelo governo. Aqueles que quisessem cursar escolas ruins o fariam por sua conta e risco.

Um dos problemas que serão abordados nos programas é a cultura escolar elitista. Como superar isso? 

Essa mania de pensar na escola como preparatória para a próxima etapa é uma tradição claramente elitista. A criança da 2ª série é tratada como se estivesse lá para passar para a 3ª. A que está na 5ª, para chegar à 8a e tirar o diploma do Ensino Fundamental. Ela entra no Ensino Médio para se preparar para o vestibular. E quando chega à faculdade é que o sistema vai procurar ensinar conhecimentos relacionados à realidade. Mas e aqueles que não conseguiram chegar ao Ensino Superior? Para mudar uma cultura é preciso que a escola se pergunte todos os dias se o que está ensinando está sendo aprendido e pode ser relevante para a vida do aluno no presente e no futuro. 

O corporativismo sindical é um entrave para a melhoria da educação? 

Não se trata somente do corporativismo dos professores, que em muitos casos lutaram por condições de trabalho e se esqueceram da questão educacional. Tem também o interesse do setor público e do setor privado no Ensino Superior, em que o primeiro se mantém pequeno e de "excelência", mas abre o mercado para o outro explorar; tem o lobby das construtoras, que por muito tempo foi auxiliado pela idéia de que política educacional era construção de escolas; tem o conservadorismo das editoras de livros didáticos, pouco permeáveis a inovações nessa área. O problema é: quem é que faz o lobby da criança? Este é um papel do poder público: enfrentar os corporativismos na defesa dos interesses dos alunos. Mas sozinho o poder público não vai ser capaz. É preciso que a sociedade saiba diferenciar o essencial do acessório, participar, fiscalizar e exigir uma educação de melhor qualidade e dar sustentação às políticas de melhoria da qualidade, mesmo que elas sejam impopulares dentro do setor educacional. 

Qual o papel do diretor e do coordenador pedagógico na construção desse ensino de qualidade? 

O diretor, principalmente, é fundamental. Ele é líder de um projeto comum da escola e precisa apoiar a equipe para ter clareza dos objetivos, incorporando a participação da comunidade. Cada escola precisa ter uma comunidade organizada atrás dela para preservar seu trabalho e para apontar as falhas. Mas sem cair na síndrome da participação, na qual tudo deve ser resolvido pela gestão democrática. Tem coisas que a escola tem obrigação de saber. Ela não pode consultar a população, por exemplo, sobre material de alfabetização mais adequado, até porque os pais confiaram a ela essa responsabilidade. 

Qual é o limite da participação dos pais na gestão da escola? 

É uma questão de bom senso, confiança e projeto comum. Os pais precisam estar cientes de todos os problemas e sempre que possível contribuir para as discussões das soluções que serão implementadas. É preciso que exista uma relação de confiança entre a escola e os pais, para que estes se sintam seguros quanto ao acerto de decisões estritamente técnicas. Estas, por sua vez devem ser apresentadas a eles em termos simples, sem "pedagogês". Os pais não precisam e na maioria das vezes nem querem ter ingerência em decisões estritamente técnicas, mas com certeza eles as apoiarão se forem parte de um projeto comum, de cuja construção eles foram protagonistas.

Por que ampliação do Ensino Fundamental de oito para nove anos e o período integral não são bons caminhos possíveis para a melhoria da educação no Brasil?

Não adianta manter as crianças por mais tempo na escola se o que ela oferece continuar a não ter qualidade. Sem contar a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Médio somam juntos 11 anos. É preciso indagar: o que fazer para todos permanecerem no sistema de ensino esses anos e conseguir ter aprendizagens significativas? Adianta prolongar em um ano a permanência na escola se o dinheiro, por exemplo para pagar os professores, continuar o mesmo, assim como os recursos didáticos que são usados em sala de aula? Essas são as ditas "causas nobres" que não resolvem os problemas e ainda contribuem para desviar a atenção das questões que realmente importam. Antes do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério] a questão em evidência era o tempo integral. Agora é o aumento dos anos do Fundamental. Ambos não incidem sobre o que de fato melhora a qualidade: materiais de qualidade, condições de trabalho e formação inicial e continuada do professor, construção de um projeto pedagógico com a participação de todos. Por que a "causa nobre" mudou do tempo integral para o Ensino Fundamental de nove anos? Porque ao elevar o número de anos do Fundamental, eleva-se também o número de alunos (uma coorte a mais nesse ensino). Conseqüentemente, o dinheiro do Fundef, que é calculado per capita e exclusivo do Ensino Fundamental, também cresceria.

Fonte: Revista Nova escola

Aprendizado fora da sala de aula

O Parque Zoobotânico possibilita outra maneira de aprender ciência

Que tal uma aula ao ar livre? Não, este não é o sonho de crianças e jovens. É a realidade do Parque Zoobotânico. Por meio de atividades didáticas, desenvolvidas pelo Serviço de Educação e pelo Serviço do Parque Zoobotânico, estudantes podem conhecer as pesquisas realizadas pelo Museu Goeldi de uma forma diferente do método tradicional adotado pelas escolas.

São diversas possibilidades de ver, cheirar e tocar, de perceber a natureza à nossa volta. Animais, plantas, exposições, pesquisas, tudo serve de fonte de conhecimento para descobridores. O Parque Zoobotânico funciona como uma sala de aula viva, que proporciona aos visitantes conhecimentos sobre o ecossistema e o homem da região amazônica.



Um dos exemplos desta interação é o projeto Clube do Pesquisador Mirim, que há treze anos reúne crianças e adolescentes em torno de projetos de iniciação científica. O Clube é organizado em turmas com diferentes eixos temáticos, ofertadas anualmente, como biodiversidade, espécies ameaçadas de extinção, sustentabilidade e diversidade social. No decorrer dos encontros semanais, os estudantes produzem algo que expresse os resultados da pesquisa, como jogos, kits educativos, cartilhas, multimídias, vídeos, etc., apresentado em uma grande feira de ciências.

Mas não são apenas os pesquisadores mirins que podem usufruir do aprendizado pelo Parque. Todos os visitantes têm acesso às atividades educativas realizadas pelo Museu Goeldi, seja por meio de visitas escolares, de campanhas educativas, de oficinas e minicursos ou do trabalho dos monitores ambientais. De maneira criativa, o Parque Zoobotânico funciona como um centro de educação sadio e familiar, proporcionando a aproximação de jovens e adultos às pesquisas e problemas da Amazônia.




Fonte: http://marte.museu-goeldi.br/



Em Belém, sarau literário comemora 800 anos da língua portuguesa

Jornalista e professora Amarílis Tupiassú participa do evento.

Sarau faz parte da programação da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro.


Um sarau literário comemorou na última terça-feira (13) os 800 anos da língua portuguesa no Teatro Gasômetro, em Belém. O sarau faz parte da programação da XVIII Feira Pan-Amazônica do Livro.
A professora e jornalista Amarílis Tupiassú participou do evento e falou sobre as regiões que estiveram comprometidas com o surgimento da língua portuguesa, como as penínsulas Itálica e a Ibérica.
Também foi abordada a transformação da língua e o contato e migração entre povos, além do poder que está relacionado, já que era um dos principais elementos de dominação sobre os colonizados.
O grupo teatral Companhia do Sarau também participou da homenagem à língua portuguesa. Maíra Monteiro, uma das diretoras do grupo teatral, afirmou que o tema era vasto. “ Mesclamos poemas e músicas que falam sobre a língua portuguesa, além de apresentar as escolas literárias”, conta.
O sarau literário faz parte da programação nacional que comemora os oito séculos da língua portuguesa, com palestras, apresentações teatrais e musicais por todo o país.

O desafio da Inclusão em Sala de Aula


Psicopedagoga fala sobre o envolvimento da família e do educador


Imagine uma sala de aula com 20 alunos, sendo três deles com déficit de atenção, dois com problemas de processamento auditivo e um com transtorno opositor desafiador. Os casos de inclusão aumentam a cada dia, assim como surgem novas síndromes com as quais a sociedade precisa aprender a lidar. Neste contexto, como o professor explica para um público tão complexo e diverso um conteúdo de fração, por exemplo? Como fazer os alunos terem um pensamento e um comportamento uniforme? Este é um dos maiores desafios que as escolas regulares enfrentam hoje, pois incluir socialmente é diferente de incluir pedagogicamente.  

Quando se fala em educação inclusiva devemos refletir sobre como a escola pode incluir estes alunos dentro das suas regras de convivência. Acredito que o aluno de inclusão precisa receber um atendimento individualizado com o acompanhamento de especialistas que sabem como fazer, o que fazer e quando fazer. A inclusão é muito mais do que receber este aluno na escola regular e integrá-lo em sala de aula com os colegas. É acompanhar o seu desenvolvimento e certificar-se de que este estudante está absorvendo o conteúdo e que a escola está contribuindo para o seu crescimento, não apenas na aprendizagem, mas também o preparando para a vida.

À escola cabe definir o seu papel e suas possibilidades perante as inclusões estabelecendo quais são suas condições em relação à forma de ensinar e atender cada criança. É bastante interessante ver como a Europa trabalha a inclusão em sala de aula. Existem desde salas apenas para autistas até salas de contenção todas revestidas de espuma para a criança que sai da linha central e começa a se debater.
Aos professores cabe fazer a diferença e aprender a lidar com estas novas situações. Hoje vemos professores adoecendo emocionalmente e fisicamente por conta destes conflitos. São profissionais que terminam um curso superior sem noção de como lidar com a inclusão, pois viveram isso somente na teoria. De qualquer maneira, o professor estudou para cuidar de todos de forma igual, educar a todos pedagogicamente com qualidade, então, humanamente ele não tem como aguentar e suportar tantos casos específicos, alguns deles que geram até agressões.  Faz-se necessária a ajuda externa de especialistas que mediquem e atendam individualmente a criança de inclusão, para que assim a educação possa ser feita de verdade para todos e com todos. Para vencer estas barreiras precisamos envolver a criança, a escola, o professor e, principalmente, a família, pois em muitas situações, a família não suporta as dificuldades, mas o professor precisa fazer a diferença. 

Acredito que cada criança é incluída de alguma maneira, ou por ser mais inteligente, ou menos capaz em alguma habilidade, ou por ser impulsiva, arrogante, ou cínica. Todos são incluídos e a sociedade deve ter esta ciência e perceber o que cada um é capaz de fazer por si e pelo outro. Às famílias com casos de inclusão cabe um diálogo franco e aberto, além de uma parceria com a escola, pois vale lembrar que o contrato pode ser rescindido com a escola, mas com o filho é para a vida toda. 

Esther Cristina Pereira – psicopedagoga com MBA em Gestão pela PUCPR e diretora da Escola Atuação, em Curitiba.

Fonte: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/dc-na-sala-de-aula/noticia/2013/09/o-desafio-da-inclusao-em-sala-de-aula-4257662.html

Feira de Ciências

Experimentos para o Ensino Fundamental

Pensando em fazer uma feira de ciências? Veja abaixo 10 experimentos e explicações para trabalhar com seus alunos.

1- Como saber se um ovo está cozido sem tirar a casca?

A solução é muito simples: só precisamos fazer o ovo girar sobre a mesa. Se estiver cozido, girará uniformemente por algum tempo descrevendo círculos. Se estiver cru, girará dando tombos, seu movimento será errático e logo deixará de girar.

Explicação: No ovo cozido a distribuição de massa em seu interior não muda a medida que gira. Se ovo está cru a gema se movimentará em seu interior, mudando a distribuição de sua massa, fazendo que o giro não seja uniforme.

2- O ponto cego

A retina é o tecido nervoso que recobre a parte posterior do olho. Sobre ela se formam as imagens que nos dão a sensação de visão. Está constituída por células especialmente sensíveis à  luz denominadas cones e bastonetes.A retina está conectada ao cérebro por meio do nervo ótico. O ponto em que o nervo ótico se une à retina se denomina ponto cego por carecer de células fotossensíveis.
Normalmente não percebemos o ponto cego porque ao ver um objeto com os dois olhos a parte do objeto que incide sobre o ponto cego de um dos olhos, incide sobre uma zona sensível do outro. Se fecharmos um olho tampouco teremos consciência da existência do ponto cego porque o cérebro normalmente nos engana e completa a parte que falta da imagem. Esta é a razão porque não era conhecida a existência do ponto cego até o século XVII.

Experimento para comprovar a existência do ponto cego: Em uma cartolina desenhe uma cruz e um círculo distanciados como na figura abaixo.

Situe a cartolina a uns 20 centímetros do olho direito. Feche o olho esquerdo, olhe o X com o olho direito e aproxime lentamente a cartolina.
Chegará um momento em que o círculo desaparecerá do campo de visão. Nesse momento sua imagem se formará no ponto cego.
 A seguir, aproximando ou distanciando a cartolina, o círculo volta a aparecer.

3- Colisões com moedasUm experimento bastante simples, para você fazer em casa, e ensinar os mais velhos, inclusive aqueles que estão para prestar exames vestibulares!
Você só precisa de moedas, uma superfície lisa, e se não tiver uma mira boa, pode usar réguas para enfileirar melhor as moedinhas.
Os fenômenos de colisão, ou choques, são bastante interessantes e não muito bem ensinados nas escolas. Um estudante ao final do segundo grau pode até dominar a teoria das colisões chamadas elásticas ou quase-elásticas, mas mesmo assim pode ter dificuldades em demonstrá-la!

Veja como é simples: faça uma fila de moedas, como indicado abaixo, e arremesse uma delas [situaçãoAntes] - o que acontece?

Existe uma transmissão de energia da moedinha que bate na fileira, e passa para a seguinte, a seguinte... até a última moedinha. É essa última moeda que sai da fileira com a mesma energia da moedinha inicial [situação Depois] (desconsiderando, é claro, a interferência do atrito).
Existe outra coisa que também se conserva: é chamada de quantidade de movimento e basicamente diz que, se tivermos moedas diferentes colidindo, a maior moeda vai desenvolver uma velocidade menor, se a menor inicialmente colidir com ela.
 E o contrário, como deve ser? Você pode fazer consultas sobre isso na Sala 05 do site Feira de Ciências do Prof. Léo cujo endereço é: www.feiradeciencias.com.br . Lá tem mais de 1500 experimentos para apresentar em sua feira de ciência escolar.

4- Latinha Obediente

Material necessário: uma lata com tampa (tipo, leite em pó onde a tampa é de plástico), elástico de punho, porca, parafuso, martelo, prego.
Tanto na base como na tampa de uma lata, faça dois furos, como indicamos a seguir. Passe um elástico entre os furos, como indicado na figura, e no centro de cruzamento desse elástico, amarre um objeto pesado, como uma porca com parafuso, uma chumbada de pesca ou qualquer outra coisa. Após colocada a tampa da lata em seu devido lugar, a situação do elástico e do 'peso' deve ficar como ilustrado abaixo.



Agora role a latinha sobre o piso da sala de aula  e veja o que acontece!



O peso inserido modifica o centro de gravidade do brinquedo que você montou, alterando o movimento.Você consegue imaginar exatamente o que está acontecendo?
Explico: a inércia do 'peso' pendurado impede-o de girar; então é o elástico que gira e fica torcido. É esse elástico torcido que faz a lata voltar atrás.


5- Passas Bailarinas!Um truque realmente engraçado você pode fazer fácil, fácil, e encantar os amigos. São as passas bailarinas, que bailam ao sabor de bolhinhas de ar! Usaremos de um refrigerante (guaraná, coca-cola, soda limonada etc.) e uvas passas. Corte-as ao meio e coloque-as no saboroso líquido gaseificado de sua escolha. Você verá que elas afundam e, em seguida, sobem e mergulham novamente, diversas vezes.



O que acontece?
Os refrigerantes contém quantidade apreciável de gás CO2 (dióxido de carbono), dissolvido no líquido sob pressão. Bolhas de gás formam-se na superfície da uva passa, fazendo com que a densidade do conjunto se torne menor do que a do líquido, e por isso ela sobe. Quando a passa atinge a superfície, parte das bolhas estouram ou se desprendem e a densidade da passa torna-se então maior do que a do líquido, e elas afundam. O processo se repete até que a quantidade de bolhas formadas não sejam suficientes para que os pedaços de passas flutuem.


6- Construindo uma bússolaO primeiro a utilizar uma bússola, segundo registros da história, foi Peter Peregrinus, em 1269, mas mesmo ele não soube explicar por que uma bússola sempre aponta para o Norte (pólo Sul magnético).
Somente William Gilbert (1544-1603) explicou satisfatoriamente o fenômeno, ao dizer que o planeta Terra funcionava como um enorme magneto!.
Você também pode fazer um, em casa, com material simples: uma agulha, rolha de cortiça, faca, um vasilhame com água e um imã de verdade.
Primeiro, corte a rolha de cortiça com mais ou menos 1 centímetro de altura, formando um disco. Faça um pequeno corte diametral (não muito fundo) nesse disco para poder deixar a agulha fixa nessa rolha de cortiça.


 

 Depois magnetize a agulha, como ilustrado: escolha uma das extremidades (a ponta mais fina da agulha, por exemplo) e por umas 20 vezes, sempre no mesmo sentido, passe a agulha sobre um dos pólos do ímã.



 Só então fixe-a na cortiça e coloque-os sobre um vasilhame com água. Mexa na cortiça: você verá que ela sempre irá apontar para uma mesma direção: a direção norte-sul.



7- Colando gelo num barbanteMaterial necessário: gelo, bacia com água, barbante, sal e colher.



Um experimento bacana para você aprender. Coloque água em um copinho descartável (até a boca) e deixe no congelador da geladeira. Após o congelamento da água, retire o gelo do copinho e mergulhe numa bacia com água. Corte um pedaço de barbante e coloque-o sobre o pedaço de gelo, tome um pouco de sal numa colher e adicione sobre a superfície do gelo, junto com o barbante.


 

O que acontece?O sal derrete o gelo, que molha o barbante. Mas pouco tempo depois a água congela novamente agora junto com o barbante, pois ainda há muito gelo. Assim é possível levantar o gelo sem mexer nele, apenas segurando a extremidade do barbante.

8- Uma sirene diferenteVocê vai precisar de um apito, barbante e um funil
Adapte à extremidade do funil um apito, como indicado na figura. Depois faça movimentos circulares, e note o tipo de som produzido. Por que a sirene faz este som? O que está acontecendo?


Agora peça a um amigo para girar o funil com o apito. Peça para ele correr de um lado a outro enquanto gira o apito. Você deverá notar uma diferença bastante sensível no tipo de som produzido. Parece com a sirene das ambulâncias tocando ao se aproximar e ao se afastar de você. Este é um efeito muito interessante chamado Efeito Doppler . Mas, enquanto você ouve estes dois sons, seu amigo que está girando o apito, vai ouvir apenas um mesmo ruído. Dá para dizer por que?

9- Uma moeda que desaparece

Material necessário: uma moeda, um copo plástico opaco e água.



Procedimento: Coloca-se uma moeda no fundo do recipiente, como indicado na figura A. A luz que sai da moeda se transmite em linha reta e incide no olho. Ao baixar um pouco a posição do olho, a moeda "desaparece", figura B. Ao adicionar água, mantendo a mesma posição do olho, a moeda "reaparece", figura C.

Explicação: Quando o raio de luz proveniente da moeda chega à superfície que separa a água do ar, há uma mudança na direção em que se propaga. Como conseqüência dessa mudança de  direção, volta-se a ver a moeda.
Este fenômeno característico, não só da luz, mas de todo tipo de ondas, chama-se refração e ocorre sempre que uma onda  passa de um meio a outro. 

10- Iceberg em miniatura

Muitos navegantes enganam-se facilmente ao avistar as geleiras conhecidas como icebergs . Até nós mesmos nos enganamos ao observar na TV imagens de blocos de gelo flutuando: que mal haveria em colidir um barquinho com uma pequena geleira destas?

O problema está na pequena diferença entre as densidades do gelo e da água no estado líquido. Sete oitavos (7/8) de gelo ficam abaixo da superfície do mar num iceberg. Quando olhamos, vemos apenas 1/8 de todo o seu volume sobre a superfície!
Comprove este fato em casa, realizando um experimento simples: encha um copo descartável com água e deixe-o na geladeira. Depois coloque o gelo numa bacia com água e note o quanto de gelo fica acima da superfície.



Você já deve saber que a água se expande quando congelada. Então fica a pergunta para você responder: o que é mais denso (ou seja, quem tem maior razão entre massa e volume) - a água ou o gelo?

Fonte:  http://www.feiradeciencias.com.br/

Artes

Fábrica de Tintas e Pincéis


Objetivos 
- Fabricar tintas e pincéis em diferentes tamanhos e formatos. 
- Realizar pinturas com os instrumentos fabricados. 

Conteúdo 
Pintura. 

Anos 
3º e 4º. 

Tempo estimado 
Quatro aulas. 

Material necessário 
Para a fabricação dos pincéis: palitos de churrasco, de sorvete e de dente, varetas de bambu, gravetos (cabo), vassouras, escovas de dente e de roupa (pelos), linha, barbante e durex colorido (amarração). Para as tintas: água (solvente, usado para dissolver os ingredientes), terra e areia de diferentes tonalidades, sementes, carvão, folhas, pétalas, beterrabas, cenouras, maços de espinafre, pedaços de papel crepom embebidos em álcool, folhas de goiabeira e laranjeira, giz, pó de café (pigmentos, que conferem cor à tinta), cola branca, goma-arábica e gema de ovo (aglutinantes, que dão liga à mistura). 

Preparação 
Durante a coleta de materiais, atente para espécies de plantas venenosas ou que causem alergias, deixando-as fora da atividade. Oriente as crianças a não arrancar folhas e flores, mas coletá-las do chão. 

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Converse sobre os tipos de instrumento de Arte que os alunos conhecem e já utilizaram. Conte a eles que, ao longo da história, em diferentes épocas e regiões, as pinturas foram feitas com materiais muito diversos. Mostre imagens de referência. Convide o grupo a coletar materiais para criar ferramentas e jeitos de pintar. Explique que cada um dos instrumentos requer três elementos: o pincel precisa de cabo, pelos e um material para uni-los. As tintas usam aglutinante (para dar liga), pigmento (para dar cor) e solvente (para dissolver). 

2ª etapa 
Proponha a fabricação dos pincéis. Introduza questões que relacionem a forma com a função do instrumento: que tipo de pincel produz pinceladas finas? E grossas? O que usaríamos para pintar uma parede? Que tipo de pincel é melhor para pintar uma folha sobre a mesa? Incentive os alunos a montar quantos modelos desejarem e a usar a criatividade tanto na fabricação como na decoração das ferramentas - que pode ser feita com fita adesiva colorida, por exemplo. 

3ª etapa 
Na fabricação das tintas, convide as crianças a fazer distintas combinações. Mostre que é possível construir diferentes características de tonalidade, espessura, densidade e brilho. 

4ª etapa 
Peça que os estudantes experimentem as primeiras pinceladas. Oriente-os a testar diferentes suportes, dependendo do material que produziram. Por exemplo, um pincel feito com cabo de vassoura funciona melhor em um papel colocado no chão, preso à parede ou sobre a mesa? E uma tinta mais aguada, em que superfície se dará melhor? Incentive ainda a troca de tintas e pincéis. 

5ª etapa 
Peça que cada criança escolha o suporte que mais lhe agradou e, com seu pincel, faça várias pinturas, explorando as possibilidades das pinceladas, das cores etc. Se necessário, repita a produção de tintas que terminaram ou estragaram. O tema pode ser livre ou ter relação com algum projeto em andamento.

Avaliação 
Organize um debate sobre as escolhas feitas, desde a coleta até as pinturas finais. Avalie se os alunos compreenderam a conexão entre o tipo de ferramenta utilizado e o resultado atingido.

Fonte: Nova Escola

Inovar é preciso!

Olá professores!
Atualmente, a palavra “criatividade” tornou-se sinônimo de sucesso em qualquer atividade. Na alimentação, no vestuário, no lazer, na economia, no esporte. Tudo exige criatividade.
Em todas as atividades existem muitas opções para se realizar uma tarefa. Algumas formas são mais atraentes que outras. Algumas são válidas, outras nem tanto. Mas uma coisa é certa: é necessário ser criativo para vencer os obstáculos da atualidade.
Se em tudo é necessário criatividade, imagine na sala de aula, em que os alunos possuem um mundo cheio de atrativos fora da escola.
O professor precisa ser amigo e conselheiro. São tantas turmas, tantos alunos, tantos pais, tantos problemas, tantas dificuldades que precisam ser atendidas pelo professor. Os conteúdos precisam ser desenvolvidos e trabalhados. Todos e tudo exigindo do professor atenção, solução e crescimento.
Como conseguir tudo isso, se muitas vezes o professor possui somente sua capacidade, quadro verde e muita vontade de desenvolver intelectualmente seus alunos?
Dentro e fora da escola – O professor deve usar a criatividade para competir com os atrativos que estão ao alcance de seus alunos fora da escola. Use a sua criatividade e suas aulas serão mais atrativas. Seus alunos despertarão o interesse pelo estudo. E você se sentirá recompensado e valorizado.
Ao substituir a pedagogia tradicional por atividades mais próximas da vivência diária dos alunos, o professor provoca maior interesse nos educandos pela aprendizagem.
Numa época em que as crianças e adolescentes têm sua atenção desviada para outras atividades, o professor precisa buscar alternativas atraentes para que os jovens sintam prazer em aprender.
Tome nota das seguintes dicas. Procure colocá-las em prática, fazendo as devidas adaptações, conforme a sua realidade:
- Use jogos educativos nas suas aulas.
- Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
- Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
- Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
- Faça os alunos participarem das aulas.
- Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo.
- Explore cartazes, vídeos, filmes.
- Traga jornais e revistas para a sala de aula.
- Aproveite todo o ambiente escolar.
- Crie aulas diferentes e divertidas.
- Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
- Busque auxílio nos meios de comunicação.
- Troque experiências com os colegas.
- Valorize as opiniões de seus alunos.
- Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
- Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
- Solicite uma avaliação das suas aulas aos seus alunos.
- Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
- Deixe transparecer que você acredita e valoriza o seu trabalho.
Como conseguir tudo isso ?
Usando a sua criatividade! Você é capaz! Vamos tentar?